No início da campanha presidencial de 1994, Fernando Henrique Cardoso (PSDB) foi pedir votos em Santa Maria da Vitória, cidade carente do interior da Bahia. Ao sair do carro, viu-se cercado pela multidão, que agitava notas recém-lançadas de um real. Um homem simples e muito humilde se aproximou com uma cédula e pediu um autógrafo.

Acho que pode ser ilegal... - Advertiu um assessor.

Não, não... Não é ilegal, porque a minha assinatura já está nelas! --devolveu o então ministro da Fazenda.

Empolgado, FHC assinou a nota. A euforia do real, que "valia mais que o dólar", o ajudaria a vencer a eleição presidencial.