Na última postagem da série Cruzeiros, falamos sobre os idealizadores do padrão Cruzeiro. Neste novo artigos iremos nos aprofundar um pouco mais neste universo notafilico tão peculiar e altamente diverso.

A primeira versão do Cruzeiro vigorou durante o período compreendido entre 1 de novembro de 1942 a 12 de fevereiro de 1967, quando por conta da alta inflação ocorrida em nos anos 50 e 60, houve a necessidade de readequar a moeda para haver uma contabilidade mais adequada das somas, que estavam cada vez mais vultosas por conta do descontrole monetário.

Inicialmente, o projeto previa a emissão de cédulas próprias para o padrão cruzeiro, mas enquanto isso não ocorria, foram aproveitadas cédulas emitidas pelo tesouro nacional nos valores de 5, 10, 20, 50, 100, 200 e 500 mil-réis com o carimbo de uma “rosácea” no qual se constava os valores respectivos das cédulas que podemos chamar de primeiras “emissões” para os cruzeiros, a rosácea dava as antigas cédulas do padrão mil-réis um novo valor facial, respectivamente 5, 10, 20, 50, 100, 200 e 500 cruzeiros.




O esforço de guerra limitava o uso de metais no Brasil, com tudo, ainda era necessária uma cédula que pudesse substituir a cunhagem de moedas metálicas com valor facial de um cruzeiro.  A cédula escolhida para cumprir este papel seria a de 1 mil-réis emitidas pelo Banco do Brasil, em 1923, que estavam em depósito e foram reaproveitadas e colocadas em circulação em 1944 com o valor facial de 1 cruzeiro. Ao contrário das cédulas de mil-reis emitidas pelo Tesouro Nacional, estas não tiveram nenhum tipo de carimbo ou marcação na nova unidade e hoje são identificadas pelas séries que foram disponibilizadas para este fim.


Mas era preciso emitir cédulas oficiais para o padrão cruzeiro, os valores faciais das novas cédulas seriam 5, 10, 20, 50, 100, 200, 500 e 1000 cruzeiros, sendo que as notas de 1 e 2 cruzeiros só foram introduzidas por conta da situação de guerra, ainda por conta da falta de condições para a emissão de moedas metálicas, mas essa história você irá conferir na próxima postagem. Devemos lembrar aos nossos leitores que esta série está sendo desenvolvida em parceria com o Jornal FILACAP, com isso, um novo artigo da série será postado de forma trimestral respeitando a publicação impressa. Não perca nosso próximo artigo!


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