Existem alguns curiosos e aventureiros da numismática que inventam de tudo para vender uma determinada peça e obter o seu lucro, mesmo não sendo este da forma mais justa e honesta. Para que possamos ilustrar essa situação utilizaremos uma moeda que é constantemente utilizada por essas pessoas para aplicar seus golpes por aí. As moedas de 20 cruzeiros circuladas entre 1981 e 1986.

O cunho do anverso da moeda geralmente é descrito como “nave” ou moeda “comemorativa da ida do homem à lua” (essa última não vou nem comentar). Em nossa caixa de e-mail é constante a aparição de muitas outras descrições ainda mais curiosas como “satélite” e “telescópio”. Claro que não somos os donos da verdade e afastamos do nosso site a arrogância da correção sem cunho educativo. Costumo dizer que aqui não corrigimos, ensinamos!

Vamos lá! Dê uma boa olhada na moeda de 20 cruzeiros... O que seria o cunho do anverso e sua representação?

O mistério acabou! Trata-se do dístico Brasil e interpretação do risco original da Igreja de São Francisco de Assis, na cidade de São João Del Rei – MG, de autoria de Antonio Francisco Lisboa, o Aleijadinho. Essa é a descrição do anverso da moeda.

Para que não reste qualquer dúvida sobre o tema, essa é uma moeda muito comum! Se você não possui uma moeda “prova”, certamente terá uma das:

88.297.000 moedas cunhadas em 1981

158.200.000 moedas cunhadas em 1982

312.000.000 moedas cunhadas em 1983

226.000.000 moedas cunhadas em 1984

205.000.000 moedas cunhadas em 1985

26.804.000 moedas cunhadas em 1986

As duas últimas cunhagens possuem uma variação de peso em gramas (1981 a 1984 6,33g – 1985 e 1986 5.60g), mas isso não torna a peça mais valiosa. A informação é somente um fato sobre a cunhagem de uma moeda que desde o seu lançamento em 1981 até sua última cunhagem em 1986, teve a impressionante cunhagem de 1.016.337.000, isso mesmo, mais de um bilhão de moedas cunhadas. Essa não é, não pode ser e nunca será uma moeda rara!

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